Segundo Ricardo Chimirri Candia, engenheiro concursado desde 1990, o desenvolvimento urbano integrado é uma estratégia essencial para cidades que desejam crescer de forma equilibrada, combinando eficiência no uso do território com práticas sustentáveis. Esse modelo de planejamento não se limita a distribuir atividades e serviços no espaço urbano, mas busca criar conexões inteligentes que facilitem o deslocamento das pessoas e reduzam o impacto ambiental.
Quando aplicado corretamente, o desenvolvimento urbano integrado reorganiza o território para que as funções residenciais, comerciais e de lazer estejam próximas e conectadas por meios de transporte eficientes. Isso evita deslocamentos desnecessários, diminui a emissão de poluentes e fortalece a economia local. Descubra mais sobre o tema abaixo:
Mobilidade como pilar do desenvolvimento urbano integrado
A mobilidade urbana, no contexto do desenvolvimento integrado, não se limita à ampliação de vias ou à modernização do transporte público. De acordo com Ricardo Chimirri Candia, o planejamento deve considerar a hierarquização dos deslocamentos, priorizando o pedestre, o ciclista e o transporte coletivo antes do veículo individual. Essa mudança de prioridade cria cidades mais humanas, com menos congestionamentos e maior segurança viária. Essa abordagem também estimula hábitos mais saudáveis e sustentáveis.

Além disso, a integração de modais é fundamental para garantir eficiência. Terminais que conectam ônibus, metrôs, trens, bicicletas e até serviços de transporte sob demanda permitem que os cidadãos escolham o meio mais rápido, barato e sustentável para cada trajeto. Essa abordagem também reduz a dependência de combustíveis fósseis e favorece a adoção de veículos elétricos e não motorizados, diminuindo a poluição e os custos operacionais do sistema.
Sustentabilidade como diretriz central do planejamento territorial
O desenvolvimento urbano integrado só é plenamente efetivo quando incorpora a sustentabilidade como diretriz permanente. Conforme informa Ricardo Chimirri Candia, isso envolve preservar áreas verdes e adotar soluções construtivas que reduzam o consumo de energia e água. Planejar o crescimento da cidade sem degradar seus recursos naturais é um desafio que exige comprometimento político. Ademais, requer a participação ativa da sociedade na definição de políticas e práticas que garantam esse equilíbrio ambiental.
Iniciativas como telhados verdes, fachadas vegetadas, reuso de água e aproveitamento de energia solar devem ser incentivadas por meio de legislação e benefícios fiscais. Ao mesmo tempo, a gestão de resíduos sólidos precisa ser eficiente, com programas de coleta seletiva, compostagem e reciclagem integrados ao planejamento urbano. Essa combinação garante um ciclo sustentável de produção e consumo, reduzindo o impacto ambiental e melhorando a saúde pública.
Participação social e governança integrada
Nenhum plano de desenvolvimento urbano terá sucesso sem a participação ativa da sociedade. Como evidencia o engenheiro Ricardo Chimirri Candia, a inclusão de moradores, empresas e instituições no processo decisório aumenta a legitimidade das ações e melhora a qualidade das soluções adotadas. Consultas públicas, audiências e plataformas digitais de participação são instrumentos que aproximam a gestão pública da realidade cotidiana das comunidades.
A governança integrada também requer a cooperação entre diferentes setores e níveis de governo. A articulação entre transporte, habitação, meio ambiente e desenvolvimento econômico evita políticas conflitantes e potencializa resultados. Com metas claras e monitoramento constante, é possível ajustar estratégias e garantir que o desenvolvimento urbano integrado não fique apenas no papel, mas se traduza em mudanças concretas no espaço e na vida das pessoas.
Em resumo, o desenvolvimento urbano integrado, quando orientado por mobilidade e sustentabilidade, transforma a maneira como as cidades funcionam e crescem. Para Ricardo Chimirri Candia, essa abordagem oferece soluções para problemas históricos como congestionamentos, poluição, segregação socioespacial e desperdício de recursos. Ao alinhar transporte eficiente, preservação ambiental e uso racional do solo, os municípios constroem um futuro mais justo e equilibrado.
Autor: Mikeal Harven