Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, destaca que a Comissão de Serviço Público de Michigan (MPSC), sob a gestão da governadora Gretchen Whitmer, emitiu um parecer contundente sobre o plano da canadense Enbridge para o túnel da Linha 5. Ao classificar o registro atual como deficiente em questões críticas de engenharia e segurança, o governo estadual exigiu evidências adicionais antes de qualquer aprovação.
Esse revés significativo para a Enbridge ressalta de maneira clara as lacunas técnicas presentes na proposta original, especialmente no que diz respeito ao complexo lançamento de dutos em um túnel de sete quilômetros, cuja geometria apresenta desafios consideráveis, um obstáculo que a avançada tecnologia da Liderroll está plenamente apta a resolver com eficácia.
As falhas técnicas: Onde a engenharia convencional falhou?
Conforme explica Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, o projeto de US$ 750 milhões visa realocar a tubulação de 540 mil barris/dia para um túnel sob o Estreito de Mackinac. No entanto, a solução apresentada não inspirou confiança nos reguladores devido a pontos cegos operacionais:
- Complexidade geométrica: o túnel apresenta um forte declive seguido de um forte aclive, o que torna a movimentação de tubos de grande porte extremamente arriscada sem sistemas de tração controlada;
- Limitação de espaço: com apenas 5 metros de diâmetro e 7 km de comprimento, o registro foi considerado vago sobre como seriam realizadas as soldas e a rolagem dos tubos;
- Manutenção e segurança: a comissão apontou a falta de detalhes sobre sistemas de detecção de vazamentos, procedimentos de desligamento e manutenção preventiva a longo prazo.
A solução brasileira no centro do debate internacional
Diferente da proposta inicial da Enbridge, a tecnologia brasileira da Liderroll (patenteada em 52 países, incluindo EUA e Canadá) foi especificamente projetada para superar esses gargalos. Durante audiências públicas em Michigan, o presidente da companhia, Paulo Roberto Gomes Fernandes, entregou um estudo técnico completo adaptado às características do Estreito de Mackinac. O uso dos roletes motrizes é a única forma de garantir:
- Controle dinâmico: gestão da velocidade e frenagem durante o lançamento em trechos de inclinação acentuada;
- Precisão em espaço reduzido: tecnologia já testada e aprovada em projetos críticos como os túneis GASDUC III e GASTAU no Brasil;
- Redução de riscos: eliminação de variáveis incertas na montagem, o que responde diretamente às exigências de segurança do MPSC.

Geopolítica e batalha legal nos grandes lagos
Sob o ponto de vista de Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, a disputa entre o governo de Michigan e a Enbridge vai além das questões de engenharia, adentrando profundamente no campo jurídico e ambiental. A governadora Whitmer, preocupada com os riscos de vazamento, está buscando o fechamento total da linha, argumentando que isso é necessário para proteger o meio ambiente e a saúde pública.
Por outro lado, a Enbridge defende a construção do túnel como a solução definitiva para garantir a segurança do transporte de petróleo. O porta-voz da empresa, Ryan Duffy, reafirmou o compromisso da Enbridge com o processo regulatório, destacando que a companhia agora conta com os subsídios técnicos da tecnologia brasileira, desenvolvidos para abordar e sanar as deficiências que o estado havia apontado anteriormente.
Perspectiva para 2026: A exigência por excelência técnica
A reabertura do registro pelo MPSC impõe uma nova realidade: não há mais espaço para “soluções genéricas” em obras de infraestrutura crítica. Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, resume que a incorporação da tecnologia brasileira é o caminho natural para que a Enbridge receba a licença final. O impasse atual não deve ser encarado apenas como um simples atraso, mas sim como uma garantia sólida de que o projeto da Linha 5 adotará o padrão ouro da engenharia mundial.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez