A logística internacional e a competitividade das exportações brasileiras ocupam posição estratégica no desempenho do país no comércio global. Nesse contexto, Aldo Vendramin, empresário e fundador no setor do agronegócio, destaca que a eficiência nos sistemas de transporte, armazenamento e distribuição influencia diretamente os custos, os prazos e a confiabilidade das operações internacionais.
A logística deixou de atuar apenas como suporte operacional e passou a integrar o núcleo das decisões econômicas relacionadas à exportação. Assim, discutir competitividade internacional exige compreender a estrutura logística de forma ampla, integrada e alinhada às exigências do mercado global. Esse debate ganha relevância diante da intensificação da concorrência entre países exportadores, em que gargalos de infraestrutura, barreiras logísticas e custos elevados reduzem margens e limitam o acesso a mercados estratégicos.
Logística como fator estrutural da competitividade externa
A logística internacional exerce influência direta sobre a competitividade das exportações brasileiras. De acordo com Aldo Vendramin, custos de transporte, tempo de entrega e confiabilidade operacional são determinantes para a atratividade do produto no mercado externo, fazendo da eficiência logística uma vantagem comparativa relevante.

Países com sistemas logísticos estruturados reduzem incertezas comerciais e oferecem maior previsibilidade aos compradores internacionais. Esse fator fortalece relações comerciais e pesa de forma significativa na celebração de contratos de longo prazo. Em contrapartida, ineficiências logísticas elevam custos, reduzem margens e comprometem a competitividade frente a outros exportadores globais.
Infraestrutura, modais e gargalos logísticos
A infraestrutura logística brasileira apresenta avanços, mas ainda convive com limitações estruturais. Conforme analisa Aldo Vendramin, rodovias, ferrovias, portos e hidrovias operam com níveis distintos de eficiência, o que gera assimetrias no desempenho das exportações.
Gargalos logísticos ampliam custos e atrasos, especialmente em função da concentração de fluxos em poucos corredores de exportação, sobrecarregando sistemas e reduzindo a fluidez das operações. Por outro lado, investimentos em modais alternativos contribuem para a redução de dependências e ampliam a resiliência da cadeia logística. A diversificação dos modais fortalece a competitividade ao promover maior equilíbrio entre os sistemas de transporte.
Custos logísticos e impacto na margem exportadora
Os custos logísticos representam parcela expressiva do valor final exportado. Sob a ótica de Aldo Vendramin, despesas com transporte interno, armazenagem e operações portuárias influenciam diretamente a rentabilidade das exportações. Em mercados altamente competitivos, pequenas variações de custo podem gerar impactos significativos nas margens, efeito que se intensifica no comércio de commodities.
O comércio internacional demanda integração entre todas as etapas do processo logístico. Aspectos como documentação, rastreabilidade e conformidade regulatória fazem parte da operação, aproximando logística e governança. A integração de sistemas reduz riscos operacionais e legais, uma vez que o fluxo ágil de informações aumenta a confiabilidade das operações. Além disso, compradores globais valorizam cadeias organizadas e previsíveis, enquanto atrasos e falhas comprometem a reputação do exportador.
Estratégia logística e posicionamento do Brasil no mercado global
A logística internacional influencia diretamente o posicionamento estratégico do Brasil no comércio global. Planejamento de longo prazo, investimentos em infraestrutura e políticas públicas coerentes moldam essa inserção internacional, tornando a competitividade resultado de decisões estruturais. Aldo Vendramin frisa que esse cenário exige coordenação entre o setor público e a iniciativa privada, cuja atuação complementar amplia os resultados.
Em última análise, uma logística eficiente fortalece a competitividade das exportações brasileiras ao integrar infraestrutura, gestão e estratégia. Dessa forma, o país consolida sua presença no mercado internacional de maneira mais sustentável, consistente e alinhada às exigências do comércio global.
Autor: Mikeal Harven