Permissões limitadas, altitude, terreno irregular e regras de conservação fazem do encontro no Volcanoes National Park uma experiência que começa muito antes da chegada à floresta
Encontrar os gorilas-das-montanhas em Ruanda exige mais preparação do que simplesmente reservar um dia no roteiro. No Volcanoes National Park, o acesso é controlado, há regras específicas para a atividade e a caminhada até os grupos habituados pode variar bastante conforme a localização dos animais naquele dia.
Para Antonela Amaral Giancoli, fundadora da Benarrivati, é justamente esse contexto que precisa ser compreendido antes da viagem. A curadoria passa por organizar a experiência sem retirar dela aquilo que é essencial: o respeito às condições da floresta e às normas estabelecidas para a proteção dos primatas.
A permissão vem antes da trilha
O trekking depende de uma autorização individual emitida pelas autoridades de Ruanda e as vagas são limitadas. As reservas funcionam de acordo com a disponibilidade, razão pela qual incluir a experiência em um roteiro costuma exigir planejamento antecipado.
Há também uma regra decisiva para viagens em família: apenas pessoas com 15 anos ou mais podem participar do encontro com os gorilas.
Esse tipo de informação precisa aparecer ainda na construção da viagem, especialmente quando o roteiro envolve diferentes gerações. Em vez de descobrir uma restrição depois que hospedagens e deslocamentos já estão definidos, a Benarrivati considera essas condições desde a organização do percurso.
O percurso não tem duração fixa
A caminhada acontece em terreno montanhoso e pode envolver lama, vegetação densa e altitude. O tempo necessário para encontrar os gorilas varia conforme a posição do grupo naquele dia, portanto não existe uma duração única que possa ser prometida antecipadamente.
Isso torna importante avaliar se a atividade combina com o perfil de quem está viajando e orientar sobre roupas, calçados e as características físicas do percurso.
“O encontro com os gorilas começa muito antes da floresta. Precisamos entender quem vai participar, considerar as regras do parque e preparar o viajante para uma experiência cujo ritmo é determinado pela natureza. Essa expectativa bem construída faz parte da própria curadoria”, afirma Antonela Amaral Giancoli.
O encontro segue regras próprias
Depois que o grupo de gorilas é localizado, a observação é limitada a uma hora. Os visitantes devem manter distância mínima indicada pelas autoridades, seguir as orientações dos guias e respeitar protocolos destinados a reduzir interferências e riscos de transmissão de doenças.
A experiência também acontece em grupos reduzidos, com limite de visitantes por grupo de gorilas.
Nesse momento, quem conduz a atividade são os guias e trackers autorizados do parque. À Benarrivati cabe organizar o roteiro ao redor dessa experiência, enquanto as decisões técnicas dentro da área protegida permanecem com os profissionais responsáveis.
Nem tudo deve ser controlado pelo roteiro
Um encontro com vida selvagem não funciona como uma reserva de restaurante com hora marcada para cada etapa. O deslocamento pela floresta depende dos animais, das condições do terreno e das orientações recebidas no próprio dia.
Para a Benarrivati, essa imprevisibilidade não precisa ser tratada como falha de planejamento. O trabalho está justamente em preparar aquilo que pode ser antecipado, como permissões, hospedagem, deslocamentos e sequência da viagem, deixando que a floresta determine o restante.
Em Ruanda, a curadoria começa por entender esse limite. Quanto melhor o viajante compreende as condições do trekking antes de chegar, mais espaço existe para viver o encontro sem tentar transformá-lo em uma experiência inteiramente controlada.
Sobre a Benarrivati
Fundada e liderada por Antonella Giancoli, a Benarrivati é uma holding de viagens de alto padrão especializada em desenhar jornadas sob medida pelo solo europeu e africano. Com operação própria e equipes de concierges locais, a companhia elimina intermediários para garantir segurança jurídica, transparência financeira e discrição inegociável em cada etapa da experiência. Pautada pela ética do relacionamento e pela valorização do tempo, a Benarrivati transforma a hospedagem em propriedades privadas em uma forma de preservar memórias e legados familiares.