O Hospital Universitário da Universidade Federal de Roraima (HU-UFRR), em Boa Vista, terá a construção de um novo bloco para ampliar a oferta de atendimento especializado no estado. A ordem de serviço para a obra do Bloco C foi assinada em 28 de setembro de 2026, com investimento de R$ 70 milhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
De acordo com o Ministério da Saúde, a ampliação deverá incluir seis salas cirúrgicas e leitos de terapia intensiva. A estrutura foi autorizada para reforçar a capacidade do hospital em procedimentos de média e alta complexidade, atendimentos que concentram parte importante da demanda da rede pública de Roraima.
Obra deve ampliar capacidade de atendimento em Boa Vista
O HU-UFRR é uma unidade localizada na capital roraimense e atende pacientes encaminhados de diferentes regiões do estado. Por estar em Boa Vista, o hospital ocupa uma posição estratégica para pessoas que precisam de serviços especializados e dependem da rede pública, especialmente moradores do interior que não encontram esse tipo de atendimento em seus municípios.
Atualmente, o hospital possui 128 leitos. Desse total, 36 são destinados à população indígena, segundo as informações divulgadas pelo Ministério da Saúde. A unidade recebe pacientes de aproximadamente 13 etnias e também atende pessoas encaminhadas da Guiana e da Venezuela, refletindo a dimensão regional e fronteiriça da assistência prestada em Roraima.
Entre abril de 2025 e julho de 2026, o HU-UFRR registrou 2.056 internações. Desse conjunto, 572 foram de pacientes indígenas. Os números ajudam a dimensionar a participação do hospital no atendimento de populações que vivem em áreas distantes da capital e precisam se deslocar para acessar serviços hospitalares especializados.
Atendimento indígena é parte da estrutura do hospital
A assistência aos povos originários é uma das frentes destacadas na expansão do HU-UFRR. Além dos leitos destinados especificamente a pacientes indígenas, a unidade conta com uma estrutura de retaguarda hospitalar voltada a esse público, cuja capacidade é de 36 leitos exclusivos.
Em publicação sobre uma visita técnica realizada na mesma agenda, a HU Brasil informou que representantes do Ministério da Saúde e da instituição conheceram a Unidade de Retaguarda Hospitalar dos Povos Indígenas do HU-UFRR. A visita ocorreu em 28 de setembro, data em que também foi divulgada a autorização para o início da obra do novo bloco.
A presença dessa estrutura no hospital é relevante para Roraima porque parte dos pacientes indígenas precisa viajar até Boa Vista para realizar exames, procedimentos e internações. O atendimento também se relaciona ao fluxo de pessoas encaminhadas de localidades próximas às fronteiras com a Guiana e a Venezuela, ampliando a responsabilidade regional da unidade.
Ordem de serviço foi assinada, mas não há prazo informado
A divulgação oficial trata da autorização e da assinatura da ordem de serviço para a construção do Bloco C. Até o momento informado nas fontes utilizadas, não foi apresentado um prazo de conclusão da obra. Por isso, não é possível afirmar quando o novo espaço começará a funcionar ou quando os novos serviços estarão disponíveis aos pacientes.
Com o investimento previsto, a ampliação deverá criar condições para aumentar a oferta de cirurgias e de cuidados intensivos no hospital. A quantidade de salas cirúrgicas e a inclusão de leitos de terapia intensiva apontam para uma estrutura voltada a atendimentos mais complexos, sem que a comunicação oficial detalhe, nesta etapa, a distribuição dos novos leitos ou o cronograma de execução.
O projeto do HU-UFRR ocorre em um cenário no qual a concentração dos serviços especializados em Boa Vista exige deslocamentos de pacientes do interior e de comunidades indígenas. A expansão pode fortalecer a capacidade de resposta da rede pública estadual, mas os efeitos práticos dependerão da conclusão da obra, da instalação dos equipamentos e do início efetivo das atividades no novo bloco.
Enquanto a construção não tem prazo de entrega divulgado, o hospital mantém a estrutura atualmente disponível, com 128 leitos e atendimento a pacientes de diferentes etnias e países vizinhos. A ordem de serviço representa, portanto, o início formal de uma intervenção que pretende ampliar a assistência hospitalar especializada em Roraima, com atenção também à demanda indígena que já faz parte do perfil da unidade.