A Polícia Civil de Roraima levou o projeto “Deam em Rota” a municípios da região sul do estado em uma ação voltada à prevenção e ao enfrentamento da violência contra a mulher. As atividades foram direcionadas a estudantes e profissionais que atuam nas áreas de segurança pública e saúde, com o objetivo de ampliar o acesso à informação fora da capital.
Segundo a divulgação do Governo de Roraima, a iniciativa alcançou, em média, 130 estudantes e 30 profissionais durante a passagem pelo sul do estado. A ação foi divulgada oficialmente em 14 de outubro de 2026 e integra uma estratégia de orientação sobre violência doméstica, atendimento especializado e encaminhamento de situações de risco.
Informação como ferramenta de prevenção
O projeto Deam em Rota busca levar às comunidades informações que podem ajudar na identificação de diferentes formas de violência contra a mulher. A proposta considera que o acesso ao conhecimento sobre direitos, serviços públicos e formas de denúncia é uma etapa importante para que vítimas e pessoas próximas saibam como procurar ajuda.
Ao incluir estudantes entre o público atendido, a iniciativa também atua no ambiente escolar, espaço em que dúvidas e sinais de violência podem ser identificados por colegas, educadores e equipes de apoio. A orientação preventiva pode contribuir para que situações de agressão, ameaça ou violência doméstica sejam reconhecidas e encaminhadas às autoridades e aos serviços responsáveis.
A participação de profissionais de segurança pública e saúde amplia o alcance da ação. Esses trabalhadores podem estar entre os primeiros a receber relatos ou identificar indícios de violência, o que torna a integração entre diferentes áreas uma medida relevante para melhorar a escuta, o acolhimento e o direcionamento dos casos.
Atendimento fora de Boa Vista
A realização das atividades em municípios do sul de Roraima reforça a necessidade de descentralizar ações relacionadas à proteção das mulheres. A distância em relação a Boa Vista pode dificultar o acesso a serviços especializados e a informações sobre a rede de atendimento, especialmente para pessoas que vivem em localidades mais afastadas da capital.
Com a presença da Polícia Civil nas comunidades, o projeto aproxima o debate sobre violência contra a mulher da rotina de estudantes e trabalhadores que atuam diretamente no território. A iniciativa também permite que profissionais de áreas distintas compartilhem orientações e reconheçam a importância de encaminhar cada situação aos órgãos competentes.
Na informação divulgada pelo governo estadual, não foram detalhados todos os municípios visitados durante a ação. Também não foram apresentados, no conteúdo consultado, números individualizados por cidade ou uma relação completa dos canais de denúncia e unidades de atendimento envolvidos. Por isso, esses dados não são especificados nesta reportagem.
Integração entre segurança, saúde e escolas
A articulação entre escolas, unidades de saúde e forças de segurança é um dos pontos centrais da proposta. A prevenção não depende apenas da atuação policial: ela envolve orientação, identificação de sinais, acolhimento e encaminhamento adequado para evitar que a violência permaneça invisível ou se agrave.
Para os estudantes, o contato com a iniciativa representa uma oportunidade de conhecer melhor os caminhos de proteção disponíveis. Para os profissionais, a formação ajuda a fortalecer a atuação em rede, sobretudo quando o atendimento envolve uma mulher que precisa de segurança, apoio de saúde e orientação sobre as providências possíveis.
A Polícia Civil de Roraima é a instituição responsável pelo projeto, que leva a temática da violência contra a mulher a diferentes públicos do estado. Conforme o Governo de Roraima, a ação no sul alcançou aproximadamente 160 pessoas entre estudantes e profissionais, considerando as médias informadas para os dois grupos.
A continuidade de iniciativas desse tipo pode contribuir para aproximar os serviços públicos da população e fortalecer a prevenção em regiões distantes de Boa Vista. O resultado, porém, depende da manutenção do diálogo entre instituições e da existência de encaminhamentos adequados para cada caso identificado durante as atividades.